A luz da vela se extingue. Mefistófeles se retira com a satisfação de um mercador que cobrou o que lhe é devido — nenhuma calidez, apenas o prazer silencioso de contas precisas. Conforme sua sombra recua pelo corredor, a arquitetura em si parece se metamorfosear. As paredes crescem, menos íntimas. O ar carrega um novo peso — não o do sofrimento individual, mas o da consequência histórica. A tragédia de Gretchen — íntima, destroçada, irredimível — começa a se dissolver em algo maior, mais frio, mais simbólico. Fausto permanece em algum lugar desmorado da esfera doméstica que o consumiu. O pacto ainda o vincula, mas sua paisagem se transformou. O que era evitável tornou-se necessário. O que era pessoal tornou-se universal. A Primeira Parte se desintegrou. A Segunda Parte inicia seu desdobramento pirotécnico através de impérios, formas clássicas, as profundezas míticas da ambição humana. Os corredores adiante se estendem rumo a épocas. O mundo, vasto e indiferente, se abre.